O sonho aconteceu por algum motivo. Ele é meu, o significado sou eu mesma que sei. Concentrei-me nas imagens, nas sensações que havia passado, tentei lê-lo, mas a resposta não chegou, possa ser que esteja dentro de mim, preciso penetrar por dentro do corpo, descobrir o real sentido da coisa, atuar acordada em um silêncio colorido.
Não quero viver com uma terrível limitação de fazer apenas aquilo que tem sentido, o que eu quero mesmo, é uma invenção verdadeira.

Nietzsche já dizia: “A vida mais doce é não pensar em nada.” Então a minha vida é bem salgada, com mais sal do que o mar possui, do que o universo acolhe, e do que a alma daqueles pobres de Espírito que se condenam e se martirizam dia-a-dia. E tenha a certeza de que o objetivo está traçado, mesmo tendo a consciência de não saber onde lá é, nem como se chega, nem o tempo que leva, só sei que um dia lá chegarei.
Se for loucura, não há explicação.